O início do uso dos metais na Península, é, geralmente, atribuído aos prospectores do Mediterrâneo Oriental. Foram estes que desembarcaram em Almeria, na costa sul da Península, e aí, deram início à estação típica Los Millares. Admite-se como provável ter sido a exploração do ouro da Península tão antiga quanto foi a supremacia do reino de Tortessos que vai até 535 a.C., altura em que os Cartagineses derrotaram os Etruscos na batalha naval de Alália.
Ora os cartagineses não se contentaram como os Fenícios com a prática do comércio: lançaram-se, também, na exploração das riquezas minerais da Península.
Com a derrota dos Cartagineses, na segunda guerra Púnica, a Península trocou de senhor: vieram os romanos! E estes, tal como aconteceu com os Fenícios e os Cartagineses, segundo o relato de Plínio, depressa souberam da exploração do ouro na Lusitânia e na Galiza.
Sendo, em verdade, um espectáculo burlesco e brutal, era todavia muito apreciado pelos limarenses, que o mantinham e respeitavam como usança venerada e divertimento público gratuito, de que se não queriam privados.
De tal função fora, constantemente ministros os moleiros do concelho, que tinham obrigações de pegaram às cordas e executarem a corrida, sob a condenação de 200 reis pagos na Cadeia por aquele que não comparecesse ou se furtasse a tal mister, segundo o Código das Posturas Municipais de 1646, cap.56; e de 480 reis, segundo o de 1720, cap. 55. Há poucos anos, porém, a esta parte, aquelas funções obrigadas passaram a ser exercidas por homens de qualquer ofício, a quem o Senado da Câmara pagava.
O programa era invariável: não admitia supressões sem aditamentos. Tinha o seguinte desempenho, como o presenciámos durante perto de trinta anos: